Filmes

Review #3 – Passageiros (Passengers)

Primeiro filme de ficção científica analisado por aqui no blog e não foi random. Escolhi trazer para vocês hoje uma explicação rápida e simples do motivo pelo qual o gênero scifi é tão underrated.

Como vocês já sabem, aqui a análise é sem frescura, sem rodeios e sem papas na língua. Direto e reto ao que interessa.

Então já que é pra ser direto, vejam isso aqui:

Viu? Agora agradece à Sony que resumiu o filme inteiro pra você em menos de 2 minutos. Não estou brincando, NÃO É ZUERA! O filme é só isso daí que você viu e acabou. Não tem mais nada além disso.

Esse é o mal dos filmes deste século, as produtoras investem MILHÕES de dólares numa superprodução, o filme sai lindo, cheio de efeito especial, explosão, drama, sezgo, as desgraça acontecendo, tudo isso impressiona VISUALMENTE APENAS. Mas colega, se é pra ficar só vendo imagem bonita eu entro no deviantart vlw?

E não é isso que nós queremos. Entendam o seguinte, para começo de conversa. Ficção científica (como o próprio nome já diz) é justamente a chance perfeita para viajar HARD na maionese mantendo o mínimo de coerência científica. Mas parece que os caras não entendem isso. Passam anos estudando cinema pra porra nenhuma; só pra produzir isso aí que vocês viram.

Mas beleza, vamos mais devagar, vamos olhar o que o filme tem a oferecer para que possamos entender melhor como esse filme tinha um potencial MONSTRUOSO e foi bizarramente mal utilizado.

O filme começa mostrando uma viagem que vai durar 120 anos da Terra até um planeta chamado de Homestead II. E dentro da nave chamada Avalon tem uma porrada de gente dormindo em animação suspensa esperando passar o tempo da viagem, geral programado pra acordar só na chegada. Aí acontece uma treta, o módulo de hibernação de um passageiro dá um defeito e o cara (Jim Preston, a PORRA DE UM ENGENHEIRO MECÂNICO) acorda, tipo uns 90 anos antes do tempo previsto. Primeiro ele anda em volta, segue os protocolos tudo certinho, vai esperando pra ver se outras pessoas vão acordar também; mas por fim ele realiza que deu merda e que ele está fodido para um caralho muito.

Neste exato momento é que começa o bullshit. Até essa parte o filme te apresenta um cenário maneiro (é ok, não é nada de extraordinário, mas para uma ficção de um futuro próximo é uma ideia bem interessante), tem um potencial de entregar pra gente uma puta história alucinante! Quem é fã de ficção científica e acaba de ver UM ENGENHEIRO acordando antes do tempo, sozinho, numa nave com defeito em tudo que é canto, vai pensar o que? Me diz. MEO ÇANTU TRIFORCE! VEM UM DEAD SPACE POR AÍ!! É ou não é?!

Mas não. Passa longe disso. Simplesmente o cara tenta consertar o módulo onde hiberna  E NÃO CONSEGUE, tenta arrombar a porta da sala de comando NA PORRADA, COM UMA MARRETA (e não consegue também)! Por acaso eu já mencionei que ele é engenheiro? Não vou nem me estender mais falando sobre as falhas de roteiro no que se refere a parte da ficção científica por que, né… nem precisa.

Depois disso tudo, Jim o brilhante engenheiro, se apaixona do nada pela moça do módulo ao lado, descobre que ela é uma escritora e acorda ela também na maior filhadaputagem, sem motivo nenhum, só pra causar mais merda e condenar outra pessoa à morte junto com ele. Mano, MANO; sério, desse momento em diante acabou a vontade total de assistir isso.

Como eu disse, antes o filme te mostra um potencial (de roteiro) enorme, e ele vem lindo, cheio de imagem bonita e tudo mais. Mas no meio disso tudo, os profissionais aí, os “especialistas” conseguem CAGAR na chance de produzir um filme foda, quiçá até com peso pra competir com Gravidade e Perdido em Marte (jamais com Interestelar). Mas não, por motivos desconhecidos esse tipo de BIZARRICE é extremamente comum em filmes scifi. Aliás, se vocês quiserem, posso fazer um review desses filmes também e aproveita pra explicar como nasce um bom filme de ficção científica.

É isso, por hoje é só jovens. Não se esqueçam de avaliar o review, deixem a opinião de vocês e também as sugestões para próximas análises.

Amo todos vocês! Abraço!

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